Introdução
Um dos grandes problemas enfrentados por qualquer gestor de equipes, seja uma equipe civil ou militar e a administração de conflitos entre os membros de sua equipe, conflitos entre seus pares e seus superiores. Nesse contexto há muita filosofia e propostas para êxito nesse tópico que sem dúvida consome mais de 80% do tempo de um gestor nas suas atribuições diárias.
Esse trabalho visa mostrar um panorama da situação, bem como algumas propostas de solução baseadas em alguns “experts” na área de gestão de pessoas.
As razões de conflitos nas empresas
A coexistência de grupos humanos em um mesmo espaço nem sempre é harmônica e em geral existe algum tipo de conflito. O gestor deve ter em mente que sua tarefa deve ser a de um facilitador e procurar explorar as causas dos conflitos e tentar resolver de forma amigável ou mesmo através de uma “solução final”.
Normalmente os conflitos em organizações ocorrem devido ao egocentrismo das pessoas ao acharem que a “sua verdade é a verdade”, esse tipo de pensamento já levou nações à guerra e também a grupos mais fortes acreditarem que a solução estava no extermínio dos mais fracos.
Outro fator gerador de conflitos nas organizações é decorrente de “ciúmes” ou outro tipo de fraqueza humana, basta um gestor elogiar mais um determinado grupo para que o outro sinta ali um sinal de desagregação e passe a “odiar” de forma inconsciente o grupo elogiado.
Também razões cotidianas do dia-a-dia do trabalho levam a conflitos, é mais fácil culpar outra pessoa ou outro grupo quando há uma falha no departamento. Ai algo que aparentemente era um simples problema pode tornar-se algo de grande proporção trazendo graves conseqüências para a organização como um todo.
Uma razão de conflitos muito comum é um determinado colaborador não entender exatamente o que o outro faz no contexto do departamento e passa a achar que o outro é um “queridinho do chefe”, esse tipo de pensamento, pobre por natureza leva a grandes conflitos administrativos.
Como tratar os conflitos
Não há uma fórmula mágica pra tratar conflitos, apesar de inúmeras literaturas e dedicação de inúmeros estudiosos para esse tema, se fosse fácil seguir uma fórmula mágica, com certeza as organizações do mundo hoje seriam um paraíso para se trabalhar, e não é isso que vemos.
No entanto há algumas coisas que podemos fazer seguindo o não as melhores práticas indicadas pelos sábios, aqui expomos apenas algumas possibilidades:
O gestor deve identificar no seu grupo quais são os formadores de opinião, aqueles que são respeitados por grupos menos e que em alguma situação de conflito poderão pender para uma guerra total ou poderão amenizá-la e até mesmo neutralizar seus efeitos nocivos para com o grupo todo.
No caso dos conflitos gerados por egocentrismo, o Gestor deve ser um bom articulador de forma a usar o ego de cada um dos possíveis geradores de seu conflito a seu favor, um elogio na hora certa pode resolver um conflito eminente.
Para situações onde a razão de conflitos seja oriunda de ciúmes individuais, o gestor deve demonstrar transparência e fazer com que todos os seus colaboradores conheçam quem é quem na equipe, dessa forma qualquer imaginação com relação a protegidos será desintegrada imediatamente. Conhecendo o porquê uma pessoa exerce uma atividade, por que ela tem mais liberdade de atuar, etc; os demais indivíduos poderão pensar que terá a mesma oportunidade se conseguirem demonstrar seus talentos.
Com relação à solução final citada anteriormente, caso nenhuma solução para resolução de conflitos seja possível, então se deve pensar seriamente em eliminar da equipe aqueles que geram os conflitos com freqüência. É melhor eliminar um bom colaborador que desempenha suas atividades de forma assertiva, porém com dificuldade de relacionamento do que perder a equipe toda em certo momento.
Conclusão:
Apesar de haver inúmeras formas de se tratar de conflitos, esses sempre existirão e caberá a cada gestor encontrar a melhor forma de tratá-los no seu dia a dia.