quinta-feira, 9 de julho de 2009

Conflitos Interpessoais e de Grupo

Introdução

Um dos grandes problemas enfrentados por qualquer gestor de equipes, seja uma equipe civil ou militar e a administração de conflitos entre os membros de sua equipe, conflitos entre seus pares e seus superiores. Nesse contexto há muita filosofia e propostas para êxito nesse tópico que sem dúvida consome mais de 80% do tempo de um gestor nas suas atribuições diárias.

Esse trabalho visa mostrar um panorama da situação, bem como algumas propostas de solução baseadas em alguns “experts” na área de gestão de pessoas.

As razões de conflitos nas empresas

A coexistência de grupos humanos em um mesmo espaço nem sempre é harmônica e em geral existe algum tipo de conflito. O gestor deve ter em mente que sua tarefa deve ser a de um facilitador e procurar explorar as causas dos conflitos e tentar resolver de forma amigável ou mesmo através de uma “solução final”.

Normalmente os conflitos em organizações ocorrem devido ao egocentrismo das pessoas ao acharem que a “sua verdade é a verdade”, esse tipo de pensamento já levou nações à guerra e também a grupos mais fortes acreditarem que a solução estava no extermínio dos mais fracos.

Outro fator gerador de conflitos nas organizações é decorrente de “ciúmes” ou outro tipo de fraqueza humana, basta um gestor elogiar mais um determinado grupo para que o outro sinta ali um sinal de desagregação e passe a “odiar” de forma inconsciente o grupo elogiado.

Também razões cotidianas do dia-a-dia do trabalho levam a conflitos, é mais fácil culpar outra pessoa ou outro grupo quando há uma falha no departamento. Ai algo que aparentemente era um simples problema pode tornar-se algo de grande proporção trazendo graves conseqüências para a organização como um todo.

Uma razão de conflitos muito comum é um determinado colaborador não entender exatamente o que o outro faz no contexto do departamento e passa a achar que o outro é um “queridinho do chefe”, esse tipo de pensamento, pobre por natureza leva a grandes conflitos administrativos.

Como tratar os conflitos

Não há uma fórmula mágica pra tratar conflitos, apesar de inúmeras literaturas e dedicação de inúmeros estudiosos para esse tema, se fosse fácil seguir uma fórmula mágica, com certeza as organizações do mundo hoje seriam um paraíso para se trabalhar, e não é isso que vemos.

No entanto há algumas coisas que podemos fazer seguindo o não as melhores práticas indicadas pelos sábios, aqui expomos apenas algumas possibilidades:

O gestor deve identificar no seu grupo quais são os formadores de opinião, aqueles que são respeitados por grupos menos e que em alguma situação de conflito poderão pender para uma guerra total ou poderão amenizá-la e até mesmo neutralizar seus efeitos nocivos para com o grupo todo.

No caso dos conflitos gerados por egocentrismo, o Gestor deve ser um bom articulador de forma a usar o ego de cada um dos possíveis geradores de seu conflito a seu favor, um elogio na hora certa pode resolver um conflito eminente.

Para situações onde a razão de conflitos seja oriunda de ciúmes individuais, o gestor deve demonstrar transparência e fazer com que todos os seus colaboradores conheçam quem é quem na equipe, dessa forma qualquer imaginação com relação a protegidos será desintegrada imediatamente. Conhecendo o porquê uma pessoa exerce uma atividade, por que ela tem mais liberdade de atuar, etc; os demais indivíduos poderão pensar que terá a mesma oportunidade se conseguirem demonstrar seus talentos.

Com relação à solução final citada anteriormente, caso nenhuma solução para resolução de conflitos seja possível, então se deve pensar seriamente em eliminar da equipe aqueles que geram os conflitos com freqüência. É melhor eliminar um bom colaborador que desempenha suas atividades de forma assertiva, porém com dificuldade de relacionamento do que perder a equipe toda em certo momento.

Conclusão:

Apesar de haver inúmeras formas de se tratar de conflitos, esses sempre existirão e caberá a cada gestor encontrar a melhor forma de tratá-los no seu dia a dia.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Não consegue passar da primeira entrevista? Veja o que está errado!

Por: Karin Sato
InfoMoney
SÃO PAULO
Você está à procura de um emprego há tempos, mas não consegue nada? Pior do que isso: raramente passa da primeira entrevista? Certamente, algo está errado.
Para a consultora de Carreira da Career Center, Adriana Neglia, "inúmeras coisas podem estar erradas". Segundo ela, a primeira entrevista é fundamental e o candidato deve se atentar à forma como se veste e se comunica. Ele precisa analisar, por exemplo, se consegue ou não passar segurança.
"A apresentação pessoal, de forma geral, deve ser bem cuidada. O cabelo deve estar limpo e as unhas cortadas. Para as mulheres, a maquiagem precisa ser leve", ressalta.
Outro item importante é a postura na hora de argumentar. É importante saber se gesticular. "Há pessoas que invadem o espaço do entrevistador, ficam mexendo em algum objeto da mesa do entrevistador. Outros não prestam atenção ao que está sendo perguntado. Existem ainda aqueles cuja ansiedade é tamanha que ficam a todo o momento interrompendo o representante da empresa", exemplifica Adriana.
Cuide do emocional
Não faltam situações que deixam entrevistadores de cabelo em pé. Às vezes, o candidato foi recentemente demitido e, magoado, despeja sua frustração no entrevistador, a ponto de admitir pontos negativos que não deveriam nunca ser ditos em uma primeira entrevista. "Há quem deixe os olhos lacrimejar, ou até mesmo chore", lembra a especialista da Career Center Consultoria em Gestão de Carreira.
Ela avisa que é de suma importância falar de forma tranquila, de maneira a passar segurança. "Às vezes, não é muito o que se fala que conta mais, e sim a forma como se fala. Por isso, esteja preparado para falar dos principais resultados obtidos em empregos anteriores, revele sua capacidade de entrega e competência. As empresas contratam pessoas que ela acreditam que trarão resultados de imediato. Esse negócio de dar resultados depois de três ou quatro meses de contratado não existe mais".
Seja humilde
Na ânsia de mostrar o quanto são boas no que fazem, muitas pessoas cometem suicídio profissional: se mostram arrogantes. É importante ser autoconfiante, mas mais importante ainda é ser equilibrado. E a humildade é uma característica que todos prezam, desde que não em excesso. "Nem muito humilde nem arrogante: a virtude está em ficar no meio", aconselha.
Além disso, é necessário estar pronto para falar dos pontos fracos. A consultora alerta que algumas pessoas se supervalorizam, sendo capazes de passar 40 minutos falando de seus pontos positivos e um minuto dos negativos. Ela explica que o problema não é ter defeitos, e sim não reconhecer suas fraquezas. "O que a empresa quer saber é se você tem consciência de seus pontos fracos e como trabalha eles".
Você sabe o que quer?
Outra dica fundamental da Career Center: via de regra, as empresas gostam dos profissionais que sabem o que querem. Portanto, mostre foco, direcionamento, conte seus objetivos profissionais. É provável que o entrevistador questione quais são suas metas no curto e no médio prazo. Esteja pronto para responder. É lógico que este não passa de um exercício de autoconhecimento, que exige maturidade. Por isso, reflita e se prepare!
Nesse ponto, tenha cuidado para não dizer ao gerente da área na qual pretende trabalhar que, daqui a quatro ou cinco anos, você pretende estar ocupando a gerência. Naturalmente, ele irá pensar: "esse cara está pensando em tomar meu lugar?". O ideal é falar, por exemplo, que, dentro de alguns anos, espera estar em um cargo mais estratégico, para que possa agregar mais à empresa. O segredo está no jeito de falar. Esteja ciente ainda daquilo que faz melhor.
Não passe a mensagem ao entrevistador de que "serve para qualquer coisa", por mais ansioso que esteja para conseguir um emprego, recomenda Adriana.
Ele quer saber minha pretensão salarial. E agora?Alguns perguntam logo na primeira entrevista, outros deixam para a segunda. De qualquer maneira, saiba que você vai ouvir a temida pergunta: "Qual a sua pretensão salarial". É verdade que, dependendo da resposta, a porte logo será fechada para você. Não dá para chutar alto, ou dizer o quanto realmente quer ganhar. Por outro lado, também não é possível chutar muito baixo, o que poderia plantar no entrevistador a ideia de que você não é tão "valioso" profissionalmente falando. "É importante se valorizar para não dar a impressão de que aceita qualquer quantia".Uma sugestão de Adriana é relatar o quanto ganhava no último emprego, ou no atual, e deixar uma abertura para negociação, citando ainda o quanto o mercado está pagando. Mas somente faça isso após realizar uma pesquisa de salários.
Não fique tentando acertar sem saber!
Não se alongue, mas também não seja monossilábico. Demonstre seu interesse em receber um salário maior do que o último, ou o atual, para que possa dar condições melhores de vida à família, ou que realizar o sonho de comprar a casa própria, por exemplo. Mas mostre flexibilidade.
O quanto você quer esse emprego?
Por fim, demonstre interesse pela empresa e pela posição desejada. Revele, na entrevista, que conhece bem o mercado, e também a organização, de forma que sabe como ela está posicionada no mercado. Faça seu marketing pessoal. A grande diferença entre os que passam da primeira entrevista e os que não passam é que os primeiros conseguiram deixar uma boa imagem de si próprios.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Estou desempregado, cadê meus amigos!?

Quando estamos empregados, principalmente aqueles que possuem um cargo de decisão, temos a nossa volta uma quantidade enorme de "amigos". É até dificil agendar os inúmeros convites para cafés, almoços, workshops, etc... Diariamente são inúmeras ligações com convites como este.

Muitos fornecedores também ficam a sua volta, com a tradicional afirmação: "Estou aqui para ajudá-lo".

Muito autoconfiante, você acredita que nunca vai ter nenhum problema, pois afinal está muito parecido com a clássica música do Roberto Carlos que tem um refrão "... eu quero ter um milhão de amigos...". E com essa enorme legião de amigos, pode até desprezar alguns pelo seu sucesso profissional.

Pois bem, ai quando menos espera-se vem a demissão.

O que acontece então neste momento é, um sentimento de frustação e alívio. Frustação para aqueles que sentem que seu trabalho não está completo e não vão dar mais a chance de terminá-lo, alívio para aqueles que estavam vivendo momentos de pressão extrema e sentem que finalmente poderão descansar. Mas no momento de reflexão póstumo aos dois anteriores, você diz: "Vamos em frente, a vida é assim mesmo."

É nessa hora que você vai recorrer, aos amigos, afinal você tinha uma legião, então não se sente sozinho e com certeza algum vai encontrar um local, ou vai fazer aquela indicação mágica, para realocá-lo rapidamente.

Ai você liga para o primeiro, nunca atende pois está em reunião.

Liga para o segundo e ele diz que retorna em cinco minutos e nunca retorna.

Liga para o terceiro e ele saiu mas vai retornar com certeza.

No quarto você finalmente se dá conta que algo está errado e começa a se perguntar: "Onde foram parar meus amigos?", aqueles que tanto ajudou e "ajudaram" você.

Pois bem, é hora de você cair na real e identificar quais são seus reais amigos, você vai descobrir que naquela legião de "amigos" que você tinha, você certamente consiguirá contar na metade dos dedos de uma mão, quais são amigos de verdade e realmente estão do seu lado, os demais sumiram, ou seja não eram seus amigos.

Eram apenas pessoas que tinham interesse na sua posição, é o que você vai pensar. Mas está errado o que você está pensando, não os interprete assim, coloque-se no lugar deles, o que você faria se estivesse no lugar deles? Não ia tentar vender seus produtos, manter sua posição no emprego, e para isso não precisaria gerar um "relacionamento artificial"? Não os culpe, até Jesus na sua pregação disse certa vez quando uma multidão ia apedrejar uma mulher: "Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra...". Reflita sobre isso, e entenda, é a vida, você em um momento foi importante para outras pessoas, e nesse momento não é mais.

O que fazer então, subir em uma ponte e por um fim na vida? De jeito algum, você deve é levantar a cabeça, analisar a situação e como falamos acima, identifique os verdadeiros amigos que você tem, e se eles forem seus verdadeiros amigos nesse momento o serão em qualquer situação. Então conte com eles e trace uma estratégia para mudar sua situação.

Na próxima aventura corporativa que tiver e se tiver um cargo importante, lembre-se seus verdadeiros amigos são poucos, são aqueles que nunca esqueceram de você, portanto esteja presente para eles também e seja "político" com os novos amigos que vão surgir neste momento, tolere-os, sorria para eles, mas lembre-se, são todos passageiros.

Bola para frente!

terça-feira, 31 de março de 2009

Cuidado com o "Já que..."

Um problema que as pessoas não se atentam quando, por vários motivos, perdem o seu emprego, é justamente a administração do seu tempo "ocioso". E é justamente nesse momento difícil que surge a essa expressão "Já que...".

Mas afinal, o que é o "Já que..."?

Simples, as pessoas ao seu redor (principalmente família), não entendem que esse momento difícil não é férias, e sim um momento que deve ser usado com dedicação para buscar uma nova colacação. E essa dedicação deve ser dividida em:

  • Reflexão do que deu errado no último trabalho;
  • O que melhorar;
  • Definir uma estratégia para a busca de uma nova colocação.
Nessa confusão que as pessoas ao redor fazem, surgem coisas do tipo:

Já que você está em casa, pode levar e buscar os filhos na escola? - Não que seja um crime buscar filhos na escola, mas pense, quando você estava trabalhando, alguém buscava os filhos na escola, por que agora tem de ser diferente? Esse simples ato, pode fazer com que você perca valiosas horas ao longo do mês, horas que poderia estar usando em busca de um novo trabalho.

Já que você não está trabalhando, pode limpar a casa?

Já que você não tem nada para fazer hoje, pode ir ao supermercado?

Já que você não vai trabalhar, pode pintar a casa?

Já que você não ..., pode ir no banco para nós?

E assim vai.

Portanto é importante ter muita disciplina nesse momento difícil, claro que não é para ficar trancado no seu quarto se descabelando em busca do emprego, as atividades acima devem ser feitas, afinal o relacionamento humano exige interação, mas sempre tomando cautela para não deixar que o "Já que" tome todo o seu tempo e você só descubra isso tarde demais.

sábado, 28 de março de 2009

Novas ferramentas no Empregos.net

Estão disponíveis novas opções no Empregos.net:

Estatísticas: Permite a visualização dos números envolvendo o Empregos.net, uma forma de tornar o Empregos.net mais transparente.

Perguntas e Respostas Frequentes: Permite a visualização das dúvidas mais comuns oriundas de nossos usuários.


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